Em Barcelona descobri que eu tenho um tempo muito proprio (no fundo eu ja sabia, mas agora é consciente e eu passo a admitir isso). Nao gosto dessa historia de acordar, levantar, sair correndo pra chegar sei la aonde, voltar e por ai segue. Ainda mais aqui que o ritmo depende so de mim (e do horario das coisas, é claro, mas se eu perder, perdi). A vida deve ser experienciada.
Sempre soube que era balela essa historia de que se leva um dia pra conhecer o Louvre. Cheguei la pouco depois das 10h, sai as 5h30 (hora em que o museu fecha) e não conheci um sexto do acervo! Aquilo tudo leva uma vida inteira pra ser visto - e isso nao tem a ver com o meu tempo proprio, mas com o tanto que ha em cada peça.
Comecei pelas esculturas classicas. Parece que os fatos, os contextos começam a fazer sentido. é tanta historia concretizada bem na sua frente... inclusive o proprio fato de as obras estarem ali.
Muita coisa passou pela minha cabeça. Em primeiro, sobre a importancia de termos acesso ao patrimonio historico. Assim se adquire conhecimento. Em segundo, sobre o absurdo de haver peças de toda (ou parca) parte do mundo em uma instituição francesa. Dizem que tal peça foi encontrada em tal lugar. Mas como foi essa "descoberta"? Ali estah um pedaço de um muro com a palavra "restaurado". Se fosse realmente restaurado, não seria um muro? Mas então ele teria que estar em outro lugar.
Daqui a pouco vão começar a encontrar arte no Iraque pra ser restaurada.
Saindo de la, fui andando pela Rue de Rivoli à procura da Notre Dame (que, em portugues, nao passa de Nossa Senhora). Pra quem tem compulsao por compras, Paris pode ser perigosa.
Segui andando, pensava em perguntar onde ficava a igreja e via uma construção muito grande à minha frente, entao ficava com vergonha de perguntar sendo que podia ser bem ali. Passava na frente e nada! Dali a pouco, a mesma coisa. O problema é que a cidade em si é um monumento!
So tive certeza de que havia chegado ao lugar certo quando vi os monstrinhos com asas em cima da construção.
Sempre ouvi que na França os franceses não falam inglês. Segunda balela do dia. Eles não têm é paciência de falar francês com quem não tem fluência. So o Mohammed é que me incentiva. Mas não porque ele tem paciência, mas porque ele é mau. Eu pergunto em francês e ele responde. Não repete mais.
Alias, hoje a moça do Louvre deve ter qchado um pouco estranho chegar uma pessoa falando francês, entregar um passaporte italiano, perguntar se tinha audioguia em português e, ja que não, pegar um em inglês (porque em italiano, havia).
Outras coisas de se reparar na Europa: a cerveja não é gelada, a soupa não é quente. E não venha com explicação de que é porque aqui é frio. Em Barcelona tava o calor da borra e mesmo assim, cerveja quente. As melhores eram as das sacolinhas dos paquis (taneses). O unico problema é que, quando a policia chega, eles as colocam no lixo (e depois pegam de volta, é claro). Mas la os ratos não têm leptospirose.
Bom, chega.
Bonne soirée.
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sábado, 29 de agosto de 2009
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Les nouvelles
Para os que me pediram noticias, aqui vão algumas, resumidamente (mesmo porque o teclado aqui é bem diferente).
Peripécias de Helô no metrô
Sempre me virei muito bem nos lugares e digo que qui a de la bouche, va a Paris! Minha confusão mental de antes das férias ainda me acompanha. Pra ilustrar, so o trajeto da casa do Rafael, em Barcelona, até o hostel, em Paris, é suficiente.
Desci do metrô pra pegar o trem até o aeroporto. Passei na roleta, comprei a passagem (pois não tem baldeação entre os dois) e voltei para o metrô. Sai do metrô, comprei outra passagem e, então, enfim, entrei no trem. Vale!
Em Paris. Sai do aeroporto, não podia comprar os bilhetes, pedi ajuda a um espanhol, a um francês, a outro, etc, etc, (até agora eles têm sido muito simpaticos) gastando os meus excusez moi, merci, etc, etc. Fiz uma baldeação bonitinha, como qualquer ser humano (pensei "aqui vai dar tudo certo"). Na segunda, desci do metrô e sai da estação. Tudo dizia que aquilo era a saida, mas pra que se guiar pelas informações ao invés de seguir o fluxo, não? Sai (vêem que me falta o acento agudo, ja que ele, pelo que encontrei aqui, so vem acompanhado da letra e). Mercadet des Poissoneiries. Me pareceu um bairro onde muitas movimentações noturnas acontecem. Pedi informações a uma (creio que) prostituta - muito bonita - que so falava inglês.
Bon, voltei pro metrô, andei algo relativo a três quarteirões embaixo da terra e, enfin, achei a linha 12. Lamarck Coulaincourt. Très facile!
Desci. Pelo que havia visto no google maps, o hostel ficava a dois quarteirões da estação. Pedi informação. Beleza e boa, segui. Rue Coulaincourt, numero deux.
Andei algo em torno de 6 quadras até chegar la (o que significa cerca de 10 quilômetros quando se esta com uma mochila de 12 quilos nas costas). Nada. Um predinho normal. Excusez moi novamente.Me viro e volto.
Seis quadras para o lado oposto. Excusez, excusez. Square Coulaincourt! ça n'etait pas RUE Coulaincourt! Vou, vou, vou. Volto para a quadra do metrô. Apesar de me terem dito "atravesse a rua", procuro o numero 2. Toco a campainha. Ninguém atende. Normal para um pais cujos habitos você não conhece, principalmente às quase duas da manhã.
Resolvi olhar pro outro lado da rua e la estava. Coulaincourt Hotel! Finalement!
Cheguei, francês, inglês, espanhol, português. Tem sido assim. Até italiano ja misturei.
Ta, Mohammed, so pego a toalha amanhã, so uso a internet amanhã e, ja que esta tarde (apesar dos muitos cafés e restaurantes proximos) so como amanhã.
Aux troisième. Subi as estreitas escadas circulares cobertas por um tapete vermelho todo desenhadinho (o hostel parece cenario de filme francês, desnecessario dizer a ultima palavra). Cheguei aux troisième. Quelle chambre? Não me lembrava mesmo. Deixei a mochila de 12 quilos (é de se enfatizar) e desci. Ultimamente tenho adquirido propriedades elasticas. Vou e volto com muita facilidade (melhor: frequência).
Bon, a ultima coisa que comi foi um saquinho de batatas fritas e uma coca no aeroporto antes de embarcar, às 19h mais ou menos. Quem me conhece sabe que isso não é opção minha. Não tinha algo rapido e salgado (não sou muito afeita a doces).
Me desculpem a estranha escrita. é ruim não poder concretizar as palavras como me passam (este teclado é realmente terrivel). De Barcelona eu conto depois (ou não, ja que é minha primeira postagem desde que criei este blogue).
Vou atras de um croissant.
Au revoir!
Peripécias de Helô no metrô
Sempre me virei muito bem nos lugares e digo que qui a de la bouche, va a Paris! Minha confusão mental de antes das férias ainda me acompanha. Pra ilustrar, so o trajeto da casa do Rafael, em Barcelona, até o hostel, em Paris, é suficiente.
Desci do metrô pra pegar o trem até o aeroporto. Passei na roleta, comprei a passagem (pois não tem baldeação entre os dois) e voltei para o metrô. Sai do metrô, comprei outra passagem e, então, enfim, entrei no trem. Vale!
Em Paris. Sai do aeroporto, não podia comprar os bilhetes, pedi ajuda a um espanhol, a um francês, a outro, etc, etc, (até agora eles têm sido muito simpaticos) gastando os meus excusez moi, merci, etc, etc. Fiz uma baldeação bonitinha, como qualquer ser humano (pensei "aqui vai dar tudo certo"). Na segunda, desci do metrô e sai da estação. Tudo dizia que aquilo era a saida, mas pra que se guiar pelas informações ao invés de seguir o fluxo, não? Sai (vêem que me falta o acento agudo, ja que ele, pelo que encontrei aqui, so vem acompanhado da letra e). Mercadet des Poissoneiries. Me pareceu um bairro onde muitas movimentações noturnas acontecem. Pedi informações a uma (creio que) prostituta - muito bonita - que so falava inglês.
Bon, voltei pro metrô, andei algo relativo a três quarteirões embaixo da terra e, enfin, achei a linha 12. Lamarck Coulaincourt. Très facile!
Desci. Pelo que havia visto no google maps, o hostel ficava a dois quarteirões da estação. Pedi informação. Beleza e boa, segui. Rue Coulaincourt, numero deux.
Andei algo em torno de 6 quadras até chegar la (o que significa cerca de 10 quilômetros quando se esta com uma mochila de 12 quilos nas costas). Nada. Um predinho normal. Excusez moi novamente.Me viro e volto.
Seis quadras para o lado oposto. Excusez, excusez. Square Coulaincourt! ça n'etait pas RUE Coulaincourt! Vou, vou, vou. Volto para a quadra do metrô. Apesar de me terem dito "atravesse a rua", procuro o numero 2. Toco a campainha. Ninguém atende. Normal para um pais cujos habitos você não conhece, principalmente às quase duas da manhã.
Resolvi olhar pro outro lado da rua e la estava. Coulaincourt Hotel! Finalement!
Cheguei, francês, inglês, espanhol, português. Tem sido assim. Até italiano ja misturei.
Ta, Mohammed, so pego a toalha amanhã, so uso a internet amanhã e, ja que esta tarde (apesar dos muitos cafés e restaurantes proximos) so como amanhã.
Aux troisième. Subi as estreitas escadas circulares cobertas por um tapete vermelho todo desenhadinho (o hostel parece cenario de filme francês, desnecessario dizer a ultima palavra). Cheguei aux troisième. Quelle chambre? Não me lembrava mesmo. Deixei a mochila de 12 quilos (é de se enfatizar) e desci. Ultimamente tenho adquirido propriedades elasticas. Vou e volto com muita facilidade (melhor: frequência).
Bon, a ultima coisa que comi foi um saquinho de batatas fritas e uma coca no aeroporto antes de embarcar, às 19h mais ou menos. Quem me conhece sabe que isso não é opção minha. Não tinha algo rapido e salgado (não sou muito afeita a doces).
Me desculpem a estranha escrita. é ruim não poder concretizar as palavras como me passam (este teclado é realmente terrivel). De Barcelona eu conto depois (ou não, ja que é minha primeira postagem desde que criei este blogue).
Vou atras de um croissant.
Au revoir!
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